Criticas...

As criticas são como presentes, podemos aceita-lás ou não. Depende de Você. Quando alguém vier te entregar uma crítica, acredito que o melhor a fazer é aceitá-la. Se por um acaso não gostar, deixa-a de lado, e lembre-se dela só quando precisar, ou então não faça questão de se lembrar nunca.
Jamais se deixe abater pelos comentários a seu respeito, você é tão importante para quem te odeia, que até mesmo falando mal, falam de você!

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Colapso a vista...

Não entendo muito de economia, mas pelo pouco que leio, e com um senso crítico que me é peculiar, andei pensando em alguns acontecimentos do nosso cotidiano.
O primeiro deles refere-se à prostituição de determinadas profissões. Na minha área, por exemplo, o órgão de classe dispõe aos advogados uma tabela de honorários a ser seguida. Não se pode cobrar menos do que ali estabelece. No entanto, nos deparamos com diversos profissionais que cobram ínfimos valores e não concluem ou não prestam um serviço com eficiência. Vejo que o governo abriu as portas da universidade para os cidadãos, mas se esqueceu de valorizar o profissional. Hoje há uma enorme oferta e pouca procura. Aquele que tiver o menor preço, independente de profissionalismo leva a melhor. Sem contar naquelas pessoas que são formadas, mas atualmente trabalham em áreas absolutamente diversas das que cursaram.
Outro ponto que andei observando é a incompetência de nossos governantes em propiciar e manter um transporte público de qualidade. Aumentaram a possibilidade das pessoas adquirirem um veículo e colapsaram as cidades de médio porte que hoje enfrentam trânsitos caóticos por falta de uma infraestrutura viária. O governo federal abaixou os impostos e jogou o problema para os municípios. Exemplo dessa situação são as cidades contíguas de Santos e São Vicente que deixaram de ter horário de pico, e hoje já podem ser chamadas de mini São Paulo, uma vez o trânsito intenso a todo o momento do dia.
Ainda compartilho outro pensamento, no que diz respeito aos serviços de empresas multinacionais que estabelecidas em nosso país brincam com seus consumidores. Semana passada precisei falar com a empresa Vivo que presta serviço de TV a cabo em minha residência. Ao tentar agendar a visita de um técnico fiquei conversando, ou melhor, gritando com um atendente virtual que pede para você relatar o motivo da sua ligação, você responde “reparo” ele diz “ok, entendi. Você procura serviço de DDD”. Hilário se não fosse trágico. Sem contar os vinte minutos que ficamos na linha para a atendente dizer “Sou da triagem, agora que sei seu problema irei transferir a ligação”. Então eu sou trouxa mesmo. Depois de me estressar com o computador, ele não serve de nada, porque ainda assim há uma atendente que não resolve meu problema. Acreditem, eu fiquei mais de uma hora ouvindo música e não fui atendido. Simultaneamente liguei do meu celular e ainda assim não obtive êxito. Minha dúvida é como ser possível que órgãos reguladores, que tem humanos trabalhando, nunca se estressaram ou passaram por uma situação dessas. Quando trabalhei no PROCON de Cubatão, fazia questão de denunciar empresas que desrespeitavam o Código de Defesa do Consumidor.
Ainda pior é nosso Judiciário, uma vez judicializada a causa cumulando o pedido com uma indenização, somos surpreendidos com a mesma justificação, qual seja, mero dissabor diário. Uma afronta à lei protecionista dos consumidores. No Brasil a ilegalidade exercida diariamente por empresas certamente compensa, no judiciário, atos abomináveis são meros dissabores.
O que vejo é um jogo de empurra-empurra onde quem perde é o cidadão brasileiro. Não bastasse todos os serviços públicos de péssima qualidade, ainda lhes falta (ao governo) competência para fiscalizar as empresas que usurpam o consumidor e ficam impunes.

Em tempo, podemos verificar pela mídia atual que por mais um ano consecutivo o Banco Bradesco auferiu lucro líquido, digno de entrar no Guinnes, experimente processar a instituição financeira por uma negativação indevida ou afins e verifique se o princípio da proporcionalidade será atribuído à ação em questão. Isso é uma vergonha!