O novo layout do blog me fez pensar um pouco no quão limitados os seres humanos são. Ou melhor, o quanto ficamos mal acostumados com a modernidade que nos surpreende a cada dia.
Vejamos os pássaros como exemplo. Eles não precisam de celulares, tablets, redes sociais ou coisas do gênero para serem felizes e cantarolarem nas manhãs, voando pelo mundo a fora.
Nós, ao contrário, se não tivermos por perto algum aparelho tecnológico para nos distrair, já ficamos irritados, não achamos mais graça em nada.
A cada dia que passa temos mudado a nossa natureza de conquistar as coisas a fim de que elas cheguem até nós com o mínimo de esforço possível.
Vamos sonhar, vamos realizar nossos projetos. Vamos nos desligar desse mundo de luzes artificiais e ficar com nossa família iluminado-nos com o amor verdadeiro. Os românticos têm entrado em extinção, hoje a moda é dar tapa na bunda da mina e zoar que a vida é curta.
Realmente, a vida pode ser curta para quem sabe vive-la fazendo bem, levando amor, ao respeitar seus pais, compreendendo o próximo.
Mas a vida pode ser muito longa para você que por "zoação" adquirir uma doença ou colher os frutos de uma imprudência, vivendo sua (longa) vida em cima de uma cama de hospital.
Meu pai sempre diz que devíamos riscar de nosso vocabulário a palavra vaidade.
Cada um tem um jeito de enxergar a vaidade. Uns acreditam que trata-se da boa vestimenta, de estar impecável com a maquiagem e com as tendências das grifes.
Para mim, vaidade é muito mais que as marcas do exterior humano, a vaidade está no íntimo das pessoas, escondida aonde só ela sabe. A vaidade é aquela que não nos deixa pedir desculpas quando estamos errados. A mesma que nos impede reconhecer que alguém pode ter sido melhor que nós. A vaidade é não saber perder.
Viver a vida de maneira feliz é perder a cada dia a vaidade. É não se importar com a opinião alheia e fazer o que tem de ser feito, andando ao lado do tempo que não nos permite pensar e cruelmente nos retira as pessoas que amamos.
Existem coisas que não voltam, pessoas que não retornam e marcas que jamais se apagam. A vaidade traz as consequências de momentos em que a usamos sem imaginar sua consequência.
Que o amor afaste de ti a vaidade que não te deixa voar! Voe, sinta a brisa do vento, surpreenda quem você ama, você não sabe quando será seu último momento com ela. Supere a vaidade e volte àquele amor inicial, presenteie quem você ama.
Não permita que o cruel (o tempo) lhe mostre as feridas não cicatrizada...