Madre Tereza de Calcutá, disse uma vez que somos um lápis nas mãos de Deus, talvez quis dizer que ele nos usa, e faz o desenho apropriado, o texto necessário. E no gancho desse pensamento, se divagarmos, podemos descobrir que realmente somos um lápis, na maioria das vezes muito frágil. Se cairmos podemos quebrar, lascar, trincar.
E daí, podemos descobrir que a correria do dia-a-dia, pode nos usar muito, e podemos ficar sem ponta, e se formos preparados para mais uma seção de desenhos e escritas, podemos sentir dor, acredito que nem sempre ser apontado é algo prazeroso.
Mas se pararmos para pensar no que seria ser apontado, talvez obtivéssemos vários significados, tais como, uma maior maturidade, um passo a mais para o fim, ser forte novamente, ser útil mais uma vez. Tudo depende do motivo pelo qual você é apontado.
Não podemos deixar de falar, que no mundo globalizado de hoje, podemos escolher se queremos ser um lápis de madeira reflorestada, feita sob os critérios de uma produção de qualidade, que destina-se a ser utilizada para desenhar e escrever maravilhosamente bem, sem nunca falhar com o grafite ou, podemos escolher ser produzido por uma fábrica não tão atenciosa assim, e que produz seus lápis de uma forma qualquer, onde já imaginamos os resultados que serão apresentados.
Talvez, Deus nos deu o dom de sermos lápis, tendo em vista que se errarmos, podemos apagar nossos textos mal formulados, nossos desenhos mal traçados, mas não se esqueça que dependendo da intensidade com que você utilizou-se, até mesmo uma borracha não apagará as marcas que deixaste na folha de papel.
Quando ouço alguém dizer: “Deus lhe deu o livre arbítrio...” a primeira coisa que me vem na cabeça, é que a pessoa pronunciante, tem grandes possibilidades de ser preconceituosa. Sem perder de vista meu pré-conceito por ela. Penso isso, porque quando não sabemos ser um lápis na vida de alguém, se torna mais fácil, utilizarmos-nos de frases prontas. E nem sempre tais frases são direcionadas da forma, e da medida certa. Não vivemos de frases prontas, mas de folhas ansiosas que esperam lápis que coloram, mesmo que num tom cinza grafite, uma folha em branco, ansiosa por sinceridade e exclusividade, e talvez a súplica da folha em branco depois de usada seja “à Lá” Mario Quintana: “Se me esqueceres, só uma coisa, esquece-me bem devagarinho.”
Talvez você perdeu alguns minutos do seu dia, e eu ganhei cada um deles à medida que pude usar um pouquinho do meu grafite em você.
Obrigado!