Criticas...

As criticas são como presentes, podemos aceita-lás ou não. Depende de Você. Quando alguém vier te entregar uma crítica, acredito que o melhor a fazer é aceitá-la. Se por um acaso não gostar, deixa-a de lado, e lembre-se dela só quando precisar, ou então não faça questão de se lembrar nunca.
Jamais se deixe abater pelos comentários a seu respeito, você é tão importante para quem te odeia, que até mesmo falando mal, falam de você!

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Sejamos justos, no país da "Democracia"

No dia 28 de julho do ano corrente, foi publicada no site JusBrasil, uma matéria onde o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, dizia o seguinte: (...)"Sempre entendi que o Exame de Ordem é constitucional, inclusive sob a égide da Constituição Federal de 1988. Não vejo problema nenhum de a lei estabelecer certos tipos de critérios de aferição para o exercício de uma profissão em que é necessário um mínimo de habilitação técnica para bem desenvolvê-la"
Excelente, também não vejo problema algum no Exame de Ordem, aliás, vejo somente um. A discriminação em relação aos estudantes de Direito. O aluno que opta por fazer o curso de Direito, precisa procurar muito bem a Instituição em que cursará a faculdade, porque as médias de aprovação são baixíssimas e o MEC não tem capacidade suficiente de fiscalizar com rigor as Instituições do país, a fim de que bons profissionais sejam formados, ou melhor que a fiscalização constate que o problema não é da Universidade e sim do mal aluno.
Estudamos 5 anos um curso extremamente ingrato, uma vez que se cruzarmos as fronteiras somos o quê? Não podemos exercer a profissão do lado de lá da divisa entre as nações.
O único curso que avalia o estudante após o diploma é o curso de Direito, queridos leitores, óbvio que não extinguirão o exame de Ordem, é muito vantajoso fazer uma prova onde nem mesmos os elaboradores, os Ministros e até os membros da OAB passariam nela, cobrar o absurdo de R$ 200,00  (fonte: www.oab.fgv.br - Edital Publicado dia 15/06/2011) ao aluno que acabou a faculdade e não tem mais recursos financeiros para arcar com os gastos da prova, uma vez que se extinguiu o estágio. Sabendo-se ainda que depois de aprovado o então advogado pagará a anuidade mais cara do país.
Porque o Exmo. Ministro, José Eduardo, não pede Avaliações, Exame, Peneira ou qualquer outra forma de seleção dos "melhores" para o curso de Medicina, Engenharia, Pedagogia e todas as outras? O ministro encontra-se na Capital Federal, conhece muitas pessoas, e com toda certeza do mundo, possui muita influência.
Acredito que há muitos anos o Sr. Ministro não vai na porta de uma Universidade ver nossos futuros médicos, que nos ensinam a não fumar e beber, caídos na sarjeta de tão bêbados que se encontram, e depois fazem os nossos filhos e familiares de cobaias uma vez que não sabem nem mesmo aplicar um soro, e os futuros engenheiros perdendo aula toda sexta feira pra curtir a festinha no bar, e amanhã construírão as nossas moradias, tortas sem medições corretas, usaram do nosso dinheiro para construir condomínios de alto padrão, onde pobres trabalhadores não poderão ter seus imóveis uma vez que os impostos e os juros que rodeiam aqueles apartamentos pagaríamos 2 ao final do financiamento.
Essas "coisinhas" Sr. Ministro ninguém vê, não é mesmo? Com seu alto salário, sua sabedoria, gostaria muito de ver o Exmo. sentado em uma sala de aula numa carteira totalmente desconfortável, em um dia de calor infernal, onde o ventilador faz mais barulho que carro velho, durante 4 ou 5 horas, conseguir se concentrar e passar no Exame que definirá a sua vida.
Sem contar que o Exame não avalia verdadeiramente os alunos, uma vez que muitos por sorte passam, e aqueles que sabem são reprovados por besteiras.
É sabido que o avaliador, de Direito Penal, por exemplo, muitas vezes, não sabe, não tem vivência com a matéria e ao ver a prova do candidato, se um "a" não estiver como no gabarito, o aluno que na maioria das vezes sabe a matéria, fatalmente é reprovado.
Se procurarmos encontraremos aos montes advogados que passaram na OAB mas não sabem nem mesmo elaborar uma petição com qualidade. Se o Exame de Ordem só aprovassem os bons, teríamos muito mais advogados aprovados num Exame discriminatório como o oferecido pela OAB.