Sentando numa agencia bancária, esperando a minha senha, para receber o atendimento esperado, comecei a observar como os pais hoje em dia, estão cada vez mais educando seus filhos da maneira errada. De como a legislação brasileira esta falha quando o assunto é criança.
Fico estarrecido ao visitar orfanatos e ver a situação em que vivem aquelas crianças, que ali estão por motivos mais inimagináveis possíveis. Algumas tão sofridas que esperam pais verdadeiros, não de sangue, mas de coração. Porque verdadeiramente, pais não são aqueles que geraram a criança, mas aqueles que tem o amor suficiente para dar uma vida de carinho e atenção, a esses seres pequeninos que padecem de amor.
Não posso deixar de falar do abuso dos pais sobre os filhos, quando os obriga a fazer algo que os mesmos não querem. Essa realidade é maquiada pela hipocrisia da sociedade.
É melhor deixar com a mãe dependente química a criança sofrida? Ou leva-la para um orfanato? Nem um, nem outro. Se ficar com a genitora, tem o risco de se entregar a marginalidade, porém se for levada para um orfanato, a criança ficará abandonada com a ilusão de ser adotada, por uma família linda, rica e sem preconceitos entre os outros filhos. Iludindo e fazendo a criança esquecer das “regras” para a adoção. Mas essas tais regulamentações pensam no psicológico dessas crianças? E a esperança delas? E o sonho de pensar em ter uma família que corrija seu passado, e o assegure um bom futuro?
É um descaso e uma falta de moralidade, a sociedade criticar a adoção homossexual. Ou então a hipocrisia dos nossos magistrados a não aceitarem logo a guarda provisória de uma criança a uma família que tanto espera a alegria dos seus lares. A lei pensa tanto em cuidar das crianças, que esquece do emocional dos menores e de seus futuros pais.
A criança precisa viver com a família que decidiu leva-la para casa, e passar por suas próprias experiências, assim como não existe leis perfeitas, conceitos absolutos, não existira uma relação absolutamente perfeita entre pais e filhos, mas isso é um jogo de entendimentos e acertos. Existe uma adaptação de ambas as partes. É diferente você esperar por uma criança nove meses, saber que ela vai vir. Diferente de uma criança que já aparece em sua casa “do nada”, com hábitos antigos, e carências quase que insaciáveis. Esses “testes” feito com quem quer adotar uma criança, adianta realmente? Não podemos deixar de mencionar a promotora, uma pessoa que tem fé-pública, e mesmo assim, mesmo sendo estudada, graduada, espancava sua filha e a xingava.
É muito delicado esse tema, pode-se sem medo de fracassar, compara-lo com um cobertor curto, quando cobre-se a cabeça, descobre-se os pés. E assim o contrário.
Ao invés de tirar um filho de uma mãe teoricamente errada, por que não se dá o auxilio que a mesma necessita para criar seu filho? Se o governo não tem condição de criar seu filho, que cuide da mãe então! Mas que exerça sua função de Estado, e ampare a família necessitada.
Se as coisas andassem da maneira de que deveriam, a desigualdade não seria tão gritante em nosso país. Porque pior do que um chefe de família que rouba alimentos em supermercados, é um homem que desonra os seus para colocar dinheiro na cueca. Tão pior quanto não defender o direito dos necessitados, é assumir o Poder e chorar de cinismo nas câmeras da mídia nacional.